quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Ministra quer suspender acordo com Serasa sobre dados de eleitores

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia (foto), defendeu nesta quarta-feira (7) a suspensão de acordo com a Serasa para repasse de dados de eleitores brasileiros à empresa, que faz entre outras coisas avaliação de crédito ao consumidor.
O TSE fechou acordo com a Serasa para repassar  nome do eleitor, número e situação da inscrição eleitoral, além de eventuais óbitos. Também prevê validação do nome da mãe e data de nascimento. O convênio foi publicado no "Diário Oficial da União" do dia 23 de julho e já está em vigor.

A assinatura do acordo entre TSE e Serasa foi divulgada nesta quarta-feira (7) em reportagem do jornal "O Estado de S.Paulo". Em contrapartida ao acesso às informações, a Serasa deve fornecer ao TSE 1.000 certificados digitais, instrumento que permite que o teor de processos judiciais seja consultado por meio de pessoas cadastradas. Ele funciona como um CPF eletrônico para confirmação da identidade da pessoa. A Serasa é uma das empresas autorizadas pelo governo a emitir a certificação digital.
Por meio de sua assessoria, a ministra Cármen Lúcia disse que sugeriu à corregedora-geral do TSE, ministra Laurita Vaz (foto), a suspensão do acordo firmado pela corregedora anterior, a ministra Nancy Andrighi, que já deixou o TSE.
Ainda conforme a assessoria, Cármen Lúcia solicitou à corregedora que fosse feito um estudo mais criterioso da liberação do cadastro e, a partir daí, o tema fosse levado para análise do plenário do TSE.



Parentes do pedreiro Amarildo são ameaçados


Sete parentes do pedreiro Amarildo de Souza, de 47 anos (foto),desaparecido desde o último domingo, na Favela da Rocinha, Zona Sul do Rio, se reúnem na tarde desta quinta com secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, com o delegado da 15ª DP (Gávea), Orlando Zaccone, e com o deputado estadual Marcelo Freixo, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa (Alerj). Eles pedem providências sobre o caso. De acordo com a sobrinha do pedreiro, a estudante de Artes Cênicas Michelle Lacerda, de 26 anos, Amarildo havia voltado de uma pescaria e limpava os peixes na porta de casa quando foi chamado por policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade para averiguação.
Cartaz está espalhado em todas as comunidades
– Os PMs da UPP tentam criar uma fábrica de marginais na Rocinha. Torturam e revistam qualquer um, são truculentos – disse Michelle.
Filho de Amarildo, Anderson Gomes, de 21 anos, disse que a família está sendo ameaçada de morte por PMs:
– Tem um ‘bonde’ de uns 15 PMs que agem como xerifes da Rocinha, ameaçando de morte e falando de qualquer jeito com a gente.
Manifestantes exigem providências das autoridades

O deputado Marcelo Freixo contou que a Comissão de Direitos Humanos acompanha o caso desde o dia do sumiço do pedreiro.
– Esse diálogo (com Beltrame) é importantíssimo e imprescindível. É um caso q precisa ser esclarecido logo – disse ele.
A reunião acontece, a portas fechadas, no prédio da Secretaria de Segurança, na Central do Brasil.
Moradores fizeram protesto
Na noite desta quarta-feira, um grupo de moradores da Rocinha fizeram uma manifestação em frente a um dos acessos à favela, na Autoestrada Lagoa-Barra, e fecharam parcialmente a via. Eles protestavam contra os policiais da UPP, a quem responsabilizam pelo desaparecimento de Amarildo.
Segundo a assessoria de imprensa do Comando de Polícia Pacificadora (CPP), Amarildo foi levado para a base da unidade da Rocinha no domingo de manhã, por se parecer com um suspeito procurado pelos policiais. Ao constatar que não se tratava da mesma pessoa, a polícia teria liberado Amarildo. O CPP não soube informar quem era o suposto suspeito e tampouco quanto tempo Amarildo ficou na base da UPP.

Fonte: Jornal  Extra (18/07/2013) 



Rosa Cardoso: debate sobre Lei da Anistia não acabou

                      O debate sobre a Lei da Anistia não está esgotado, segundo a coordenadora da Comissão Nacional da Verdade, advogada Rosa Maria Cardoso da Cunha (foto). Na avaliação dela, existe uma tendência cada vez mais forte para que o Brasil siga a sentença promulgada em 2010 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, que rejeitou a anistia para agentes de Estado acusados de violações de direitos humanos durante a ditadura militar.

A coordenadora falou sobre o assunto durante entrevista coletiva, nesta segunda-feira, 05, em São Paulo. Indagada se o debate não teria se encerrado com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo a qual a Lei da Anistia de 1979 beneficiou tanto os perseguidos políticos quanto os agentes de Estado que os perseguiram, ela respondeu: "A questão não está esgotada, seja porque ainda existem embargos pendentes em relação àquela decisão, seja porque há um movimento de esclarecimento sobre o que significa a sentença da Corte Interamericana".
Na avaliação de Rosa Maria "há uma consciência cada vez mais profunda de que o Brasil deve cumprir os tratados sobre direitos humanos que assinou". O STF se manifestou sobre a Lei da Anistia a partir da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) n.º 153, apresentada pela OAB. Ela questionava a questão da anistia para pessoas que cometeram torturas, sequestro e desaparecimento forçado, entre outros crimes considerados como violações de direitos humanos.
O julgamento no STF ocorreu em abril de 2010. No mesmo ano, porém, ao examinar uma ação envolvendo a Guerrilha do Araguaia, a Corte Interamericana condenou o Estado brasileiro pelas violações de direitos humanos ocorridas no episódio e determinou, entre outras providências, a identificação e a responsabilização dos autores das violações. O debate atual é sobre qual das sentenças deve prevalecer. Os tratados aos quais Rosa Maria se refere foram assinados em 1992, quando o Brasil aderiu à Convenção Americana Sobre Direitos Humanos, e em 1998, quando aceitou a competência da Corte Interamericana.
Advogados
Na entrevista, Rosa Maria citou uma reunião realizada na quinta-feira, 01, pela Comissão da Verdade e Justiça, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para discutir a Lei da Anistia. Disse que a entidade quer levar o debate sobre a sentença internacional ao maior número possível de advogados: "A OAB decidiu nessa reunião que todas as suas subseções passassem a discutir essa questão".
Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, o coordenador da comissão da OAB, Henrique Mariano, disse que o debate sobre a sentença da Corte Interamericana não é a principal preocupação da instituição no momento. O foco neste momento, explicou, é o debate dos embargos ainda pendentes sobre a decisão do Supremo em relação à ADPF 153.

 Fonte - O Estado de S.Paulo.

EUA vão liberar documentos sobre espionagem nesta semana


         Agências de espionagem dos Estados Unidos planejam liberar já nesta semana documentos até agora sigilosos a respeito dos programas de espionagem da Agência de Segurança Nacional, revelados semanas atrás pelo ex-prestador de serviços Edward Snowden (foto), e também materiais relativos a um tribunal secreto para assuntos de inteligência, disse uma fonte oficial nesta terça-feira.
A divulgação atende a um compromisso do diretor de Inteligência Nacional do país, James Clapper, no sentido de oferecer mais transparência ao público, disse a fonte à Reuters, pedindo anonimato. Snowden, refugiado agora num aeroporto de Moscou, na Rússia, causou constrangimento aos Estados Unidos ao revelar programas secretos que espionavam as comunicações telefônicas e digitais de milhões de pessoas no mundo todo.

Os documentos a serem divulgados incluirão também informações sobre a Corte de Vigilância da Inteligência Estrangeira, que sigilosamente toma decisões sobre solicitações governamentais para espionar.



O diretor da Agência de Segurança Nacional, general Keith Alexander (foto), disse à Reuters que a comunidade de inteligência precisa "sempre equilibrar a segurança da nação com a transparência, mas nesse caso acho que (a revelação) é boa".

 Fonte - Reuters

SOBREVIVENTE REVELA COMO ESCAPOU DA OPERAÇAO CONDOR

 Aníbal Abbatte Soley faleceu em 2012
Em uma  operação relâmpago realizada no mês de dezembro de 1974, a repressão da ditadura civil-militar sequestrou  Aníbal Abbatte Soley, Rodolfo Mongelos, Cesar Cabral e Alejandro Stumpfs.

Foi uma manobra militar de grande envergadura, muitos recursos humanos e materiais.
Em pouco tempo os quatro cidadãos foram sequestrados em vários pontos da cidade e no mesmo momento. Tudo aconteceu em trinta minutos, numa operação executada pelo Centro de Informações do Exército envolvendo cerca de 20 homens forte mente armados e seis veículos de modelos diferentes.

Os quatro eram opositores da ditadura do general Stroessner no Paraguai e estavam exilados no Brasil. Foram capturados por comandos do Exercito Brasileiro e estavam sendo levados para o país vizinho quando ordem superior determina que fossem enviados para um  local clandestino que a ditadura mantinha no Estado de Goiás.   Ali foram interrogados por oficiais dos exércitos do Brasil e do Paraguai.
O relatório anexo é de autoria de um dos sobreviventes, Rodolfo Mongelos Leguizamon.
fonte: ABAP - Associação Brasileira de Anistia Política (http://anistiapolitica.org.br/abap/)

Municipio de Araruama homenageia guerrilheira Maria Alice com seu nome em Travessia

Maria Alice uma heroica guerrilheira 
Em Araruama, movimentos progressistas detectaram o valor da mulher Maria Alice. A morte dessa querida camarada, em 25 de maio de 2012, é uma dor que irá doer por muito tempo, até virar uma doce e sublime saudade. 

Após a morte de Maria Alice, na cidade de Araruama, onde viveu seus últimos anos, surgiu um Movimento em Defesa da Memória de Maria Alice. A ideia inicial foi homenageá-la dando seu nome a um logradouro público da cidade. Outras atividades viriam a seguir, justificando assim um Memorial, cuja finalidade será identificar, coletar, tratar, preservar e disponibilizar para o público em geral a documentação e registros gerados sobre sua heroica vida.




A razão desse pleito foi a gloriosa vida de Maria Alice. Ao lado de seu companheiro Sebastião Braz enfrentou corajosamente as forças golpistas que derrubaram o governo constitucional de João Goulart, em 31 de março de 1964. Muitos revolucionários de então receberam apoio e guarida em seu modesto lar. Maria Alice abriu as portas de sua casa carinhosamente,corajosamente e conscientemente para acolher os líderes guerrilheiros Stuart

Angel e Carlos Lamarca. Ela integrou o Comitê Brasileiro pela Anistia. Fez muitos “panelões” de comida para os presos políticos do Presídio Frei Caneca. Foi uma das fundadoras do Grupo Tortura Nunca Mais, onde se destacou na dura tarefa de buscar os restos mortais dos desaparecidos políticos da ditadura militar. E acima de tudo lutou durante toda vida por uma sociedade justa, fraterna e igualitária. 


O poder público de Araruama foi sensível aos reclamos da comunidade. No começo, André Mônica, ainda prefeito da cidade, apoiou o movimento. A seguir,Miguel Jeovani, atual Prefeito de Araruama, sancionou o projeto de Lei, de autoria do Vereador Marcelo Amaral, que muda o nome da Travessa Ipsilon, no bairro da Pontinha, para Travessa Maria Alice de Lima Braz, logradouro onde a patriota e revolucionária Maria Alice morou. Esta foi uma grande vitória dos movimentos progressistas da cidade.

Em 27 de julho, em frente à casa onde morou Maria Alice, às 15 horas, aconteceu as festividades de inauguração da placa Travessa Maria Alice de Lima Braz. 

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Rio "Calombé" do Pilar está agonizando de produtos químicos das fábricas

Rio Calombé é vítima das fábricas que dejetam produtos químicos
         O Rio Calombé já foi palco de duas ações da Coordenadoria Integrada de Combate aos CrimesAmbientais, da SEA (Cicca), com a presença do secretário Carlos Minc. Durante as operações, batizadas de Calombé, técnicos do Inea realizaram coletas dos resíduos líquidos lançados nos corpos hídricos do bairro, para posterior análise do grau de contaminação.


Na época, o rio chegou a pegar fogo, após um morador queimar o lixo doméstico em sua margem, devido à grande quantidade de óleo presente em suas águas. Durante a operação de outubro, seis empresas foram notificadas e multadas – sendo uma delas interditada pela Cicca.

Apesar das operações, continuaram a chegar denúncias de novos pontos de poluição do rio, que motivaram a vistoria dos fiscais do Inea e a ação de hoje, promovida pelo Inea e da DPMA. Moradores do local cobram das autoridades municipais providências contra as empresas que insistem em continuar a poluir o rio com o despejo de produtos químicos que prejudicam a saúde da população e bairros adjacentes.